Educação 2025 Caldas Novas – Novembro 2025

Espaço de cuidado e humanização auxilia mães a lidar com os desafios da internação neonatal

Flores feitas à mão, conversa compartilhada e acolhimento em forma de cuidado. Foi assim que o Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI) promoveu, nesta terça-feira (4), uma atividade de arteterapia com mães de recém-nascidos internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIn) e na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (UCIn).

A ação foi conduzida pela equipe multiprofissional da unidade, formada pela psicóloga Lúcia Vasconcelos, a assistente social Lilian Oliveira, a fonoaudióloga Pollyanna Queiroz e a fisioterapeuta Letícia Ferreira. Na atividade, as mães confeccionaram flores artesanais enquanto compartilhavam vivências, acolhimento e troca de apoio entre si, em um espaço pensado para fortalecer o emocional durante a rotina de internação neonatal. A proposta faz parte das ações de humanização desenvolvidas pelo hospital.

Segundo a psicóloga Lúcia Vasconcelos, a atividade vai além do caráter artístico: “A internação de um recém-nascido na UTI é um período de grande fragilidade emocional para as mães. A arteterapia manual, por meio da oficina de flores, oferece um espaço de cuidado e expressão”, explicou.

O ato de criar cada flor estimula o relaxamento, a atenção plena e o resgate do sentimento de potência e esperança, favorecendo a regulação emocional e o vínculo afetivo com o bebê. “Além disso, o convívio entre as mães fortalece o apoio mútuo e a sensação de pertencimento”, afirmou a psicóloga.

Emily Bispo da Silva, 32 anos, mãe do pequeno Calebe Bispo Santana, de 3 meses, internado na UCIN, destacou o impacto da atividade na rotina intensa de cuidados intensivos. “Os dias na UTI não são fáceis. A gente convive com o medo, com a ansiedade e com a sensação de que o tempo não passa. Isso mexe muito com o emocional de qualquer mãe. Por isso, o cuidado da equipe multiprofissional é tão importante. Elas nos ajudam a lidar com esses sentimentos, lembram a gente de respirar, de ter calma e de acreditar no processo”, relatou.

Ela ainda reforçou a importância de espaços como a arteterapia e a Roda Canguru. “Esses momentos nos permitem tirar dúvidas, aprender mais sobre o desenvolvimento dos nossos filhos e compartilhar experiências com outras mães que estão vivendo situações semelhantes. Esse acolhimento fortalece e traz esperança em meio à rotina intensa da UTI”, explicou.

Emily ambém destacou o comprometimento da equipe do HMDI. “Gostaria de expressar minha admiração por essas profissionais. Elas são excepcionais. Mesmo diante de condições adversas, é evidente o amor e a dedicação com que tratam cada mãe e cada bebê. Isso faz toda a diferença para nós.”

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